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Polarização que Vende: Do Havaianas ao Pé Direito — o case de marketing político que pode lucrar em ano de eleição

Entramos em ano de eleição e as narrativas vão girar cada vez mais em torno de direita e esquerda. A discussão ganhou um novo patamar com o lançamento relâmpago de marcas alinhadas a esse eixo político, como a marca Pé Direito, que surge poucos dias após a polêmica envolvendo a campanha da Havaianas com Fernanda Torres. Este artigo analisa esse movimento, seus fundamentos de branding e as oportunidades — e riscos — de negócios que surgem quando o...

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Introdução

Entramos em ano de eleição e as narrativas vão girar cada vez mais em torno de direita e esquerda. A discussão ganhou um novo patamar com o lançamento relâmpago de marcas alinhadas a esse eixo político, como a marca Pé Direito, que surge poucos dias após a polêmica envolvendo a campanha da Havaianas com Fernanda Torres. Este artigo analisa esse movimento, seus fundamentos de branding e as oportunidades — e riscos — de negócios que surgem quando o tema político invade o varejo e o mercado de consumo.

Resumo

O vídeo de análise começa contextualizando a febre eleitoral que inspira movimentos de branding polarizados, destacando o caso Pé Direito: uma marca de chinelos que domina a narrativa de direita, chegou a criar uma lista de espera e já acumula centenas de milhares de seguidores no Instagram, com postagens diárias (incluindo conteúdos gerados por IA) e centenas de milhares de engajamentos. O apresentador observa que a marca não apenas surfou na onda política, mas também utilizou símbolos nacionais — bandeira do Brasil, identidade brasileira, liberdade de escolha — para gerar identificação com um público específico, especialmente em ano de eleição. Ele também ressalta a velocidade de construção de marca, sugerindo que o hype pode ter sido fomentado por uma figura do marketing digital que comenta o movimento, possivelmente Leandro Aguiari, e aponta que a narrativa se inspira na polarização para criar demanda de produto, com foco inicial em vendas diretas pela internet e uma possível parceria com grandes varejistas no futuro.

Em seguida, o vídeo discute uma referência global: a Black Rifle Coffee Company, dos EUA, que apresenta uma marca fortemente ligada a veteranos, ao estilo de vida conservador e à estética “militar”/independente. Esse caso serve para ilustrar que há um ecossistema de marcas políticas que vão além da política tradicional, conectando identidade, estilo de vida e consumo (café, vestuário e equipamentos) para construir uma base de clientes fiéis. O apresentador destaca ainda que, no Brasil, o potencial de uma marca com apelo ideológico depende de categorias com alto interesse de consumo e de uma margem de lucro estável, como no caso de Havaianas, que movimenta bilhões com um produto relativamente simples. Os números apresentados mostram que a Havaianas Brasil, mesmo com uma operação de alto volume (em 9 meses, 144 milhões de pares e receita de quase R$ 870 milhões apenas no Brasil), consegue margens atraentes, com uma margem EBITDA robusta, apoiada pela escala.

Por fim, o vídeo explora a viabilidade de o movimento Pé Direito se tornar um caso de sucesso ou apenas um hype passageiro. O apresentador aponta que, para que o modelo seja sustentável, é crucial ter um produto com qualidade, custo competitivo e capacidade de reinvestimento, além de compreender o cenário político e o comportamento do consumidor. Ele conclui que polarização pode gerar oportunidades de negócio reais para quem sabe executar, embora também carregue riscos de voo de galinha e de rejeição por parte de outros grupos. O vídeo fecha apontando que a polarização veio para ficar e pode ser aproveitada por quem tem garra e estratégia adequada, com ênfase na necessidade de planejamento e de avaliação de resultados a longo prazo.

Opinião e Análise

Sem opiniões explícitas no vídeo em relação a apoiar um posicionamento político específico. O apresentador oferece uma leitura crítica sobre a viabilidade de negócios baseados em polarização, destacando que o movimento pode ser lucrativo se executado com estratégia, produto sólido e gestão de riscos. Ele admite não ter estômago para esse tipo de polarização, mas reconhece o potencial de lucratividade para quem souber explorar a narrativa certa e manter o foco no desempenho financeiro. A conclusão é pragmática: a polarização tende a ficar, e há espaço para modelos de negócio que aproveitem esse hype — desde que bem executados e com cautela em relação a voo de galinha.

Insights e Pontos Fortes

  • Polarização como vetor de branding: entender o momento político atual pode abrir nichos lucrativos para marcas que comunicam identidade clara.
  • Narrativas rápidas e impacto visual: nomes, símbolos e storytelling (ex.: identidade brasileira, liberdade de escolha) potencializam engajamento e atratividade de listas de espera.
  • Casos de referência internacionais: marcas de direita, como a Black Rifle Coffee Company, mostram que consumo pode se alinhar a estilo de vida e estética, não apenas ao produto.
  • Margem e escala em produtos commodity: ainda que simples, chinelos podem gerar margens significativas quando bem gerenciados e com marca forte, como ocorre com a Havaianas.
  • Oportunidade para testes de mercado: campanhas polarizadas podem servir como laboratório de validação de demanda antes de grandes investimentos em produto físico.

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